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E os clubes de compras?

Buying Club gals (sm)

Compras coletivas. Temos abordado com uma certa frequência este tema aqui no blog e, sem dúvida, é um assunto que está fazendo sucesso no território brasileiro. Mas você sabia que esta prática de comprar coletivamente já acontecia antes destes serviços “Groupon Like” chegarem aqui? Pois é, estamos falando dos Clubes de Compras.

Os clubes de compras chegaram no Brasil por volta de 2009, mas na época não houve um buzz muito grande devido ao hábito que o brasileiro tem de achar duvidoso o que é barato, e neste caso mais duvidoso ainda, pois era muito barato. Mas a partir da segunda metade daquele ano, a entrada de novos players no mercado fez com que o conceito se disseminasse rapidamente.

Você sabe como realmente funciona um clube de compra online?

São como outlets online, onde se concentram grandes marcas que visam eliminar produtos que estão ficando fora de linha de seus estoques. Estas marcas aproveitam-se do volume de consumidores interessados e conectados aos clubes de compra e lançam promoções com até 80% de desconto. Além disso, definem a data que a promoção começa a valer e a data que finalizará o prazo das compras.

As variedades de produtos oferecidos pelos clubes de compra vão desde computadores até roupas de grife famosas (como Calvin Klein, Everlast, Juliana Jabour) e cosméticos. Esta vasta gama abre possibilidade para alguns clubes focarem em determinados nichos de produto, mas não é isso que acontece – pelo menos por aqui – em que quase todos trabalham com base em roupas e perfumaria.
Confira abaixo os players do mercado brasileiro até o momento:

  • BrandsClub: Um dos pioneiros no Brasil, onde a variedade é um dos atrativos;
  • Coquelux:  Apesar de possuir menos promoções semanais que os demais, atrai pelas promoções exclusivas;
  • Privália: Clube de origem espanhola;
  • SuperExclusivo: Um clube mais “fechado”, onde apenas convidados e cadastrados na lista de espera podem participar.

Mas, nem tudo é uma mar de rosas. Se você fizer uma busca rápida no Google sobre estes clubes, irá encontrar diversas reclamações relacionados à demora na entrega. Isso acontece porque após terminado o período de vendas de uma marca, os clubes precisam repassar os pedidos para as fábricas, que por sua vez os enviam para o depósito dos clubes, que finalmente enviam para a transportadora e ela entrega para o cliente final. Todo este processo pode levar cerca de um mês para ser concluído, mas como o volume dos pedidos são grandes, podem acontecer atrasos. Ao perceber esta falta de proximidade na logística os clubes melhoraram muito neste ponto, mantendo os compradores informados durante todo o processo, inclusive quando acontecem atrasos.

No contexto geral esta é uma ideia que tem dado certo por aqui, os clubes de compra online estão faturando alto no Brasil, um deles faturou R$25 milhões nos primeiros nove meses.

Ainda há muito o que explorar e melhorar neste mercado, esperamos que logo-logo apareçam  novos players focados em nichos, aí sim a guerra estará declarada.

Qual é sua opinião sobre isso? Comente.

Sobre o autor

Ricardo Dantas é graduado em Sistemas de Informação e pós graduado em MBA em Empreendedorismo Tecnológico. Experiente em desenvolvimento web, louco por tecnologia, aspirante a empreendedor e aficionado por marketing digital, mídias sociais e internet.

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Comentários (8)
  • http://www.webcontexto.com.br Nandalacerdap

    Realmente: a logística de uma loja virtual já trabalha com uma demanda bastante variável, os clubes de compra, então, tem o efeito potencializado.
    Além disso, é muito importante perceber a maturidade do mercado parada cada tipo de iniciativa, ou corremos o risco de perder o timing.
    Abraços!

  • http://twitter.com/ricardodantas Ricardo Dantas

    Obrigado pelo comentário Nanda.

    Nanda, sabe que depois de escrever este post fiquei pensando sobre os serviços de logística atuais e, cheguei a conclusão que a hora de eles crescerem e e inovarem é agora. Pois a demanda tende a crescer exponencialmente e estes serviços ainda estão com cara de década de 90.

    Acredito que o timing está se estendendo com este boom nas compras coletivas e a partir do momento que a maturidade desse mercado for alcançada, somente aqueles com maior capacidade de se re-inventar e inovar, sobreviverão.

    Abraços.

  • http://twitter.com/inhsieh IN Hsieh

    É estranha essa explicação sobre a dificuldade de logística.

    O controle é menor numa loja virtual convencional em comparação a um clube de compra que tem uma base conhecida (já que só compra quem faz parte) e o estoque limitado. Deveria ser o melhor cenário.

    Sobre inovação em logística, certamente temos espaço para melhorias. Um fator importante era a falta de cultura anterior de compra à distância (mail order ou televendas). Não tinhamos referência nenhuma sobre esse assunto.

  • http://twitter.com/nshgeek Nätäschä SH

    Gostaria de comentar a dificuldade de saber como se tornar um parceiro de um site de compras coletivas. Alguns parecem que escondem ou não publicam essa informação, e outros, quando se acha, contém um telefone, um e-mail ou formulário para preenchermos e o site entra em contato. Não entendo porque esconder informação e porque não é tudo online – se alguém for anunciante e souber me informar (ou o próprio blog), agradeço.

  • http://twitter.com/ricardodantas Ricardo Dantas

    Olá Natascha.Provavelmente a informação é escondida por questões de concorrência. Tente entrar em contato diretamente com estes serviços, cada um trabalha com uma % diferente.

    Abraços.

  • http://twitter.com/nshgeek Nätäschä SH

    Dando uma vasculhada na Internet, achei um vídeo de uma reportagem que a Globo fez com o Peixe Urbano – o valor que vai para o site é de 35% a 40% do valor “arrecadado” pelo lojista com a promoção.

    Ou seja – esse meio serve para se adquirir clientes rapidamente que depois voltarão a consumir c/ o preço normal da loja, porque é impossível o lojista vender com um bom desconto, dar 40% p/ o Peixe Urbano e ainda ter lucro.

    Na reportagem mesmo citava que deve ser encarado como um investimento em propaganda, não necessariamente lucro rapidamente.

  • http://twitter.com/ricardodantas Ricardo Dantas

    Isso mesmo Natasha! Na verdade estes sites de compras coletivas de serviços são bons para atrair clientes, principalmente se a empresa é nova. Logo logo as empresas vão começar a entender isso, (até